E falando em profetas…
Um de nossos leitores, o Discípulo de Mestre, nos lembrou de alguém que esquecemos desde o começo deste blog: o maior profeta que o Brasil já viu, desde as Diretas Já. O grande líder das massas e cervejas. O grande homo-nove-dedus e presidente de nossa república-pátria-amada-Brasil, Lulinha da Silva!
Tentaremos ao máximo acompanhar os sempre inteligentíssimos discursos de nosso digníssimo presidente - apesar de que, como ele não investe em bolsa (ao contrário do que diz seu Imposto de Renda), não vai ser possível colocá-lo exatamente no hall dos profetas.
Com a palavra, o Discípulo de Mestre:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar, nesta quinta-feira, os bancos nacionais que não têm mantido a oferta de crédito em níveis normais. Segundo ele, o governo federal já fez sua parte ao alterar as regras dos depósitos compulsórios.
O depósito compulsório obriga que as instituições financeiras recolham junto ao Banco Central parte do dinheiro depositado pelos seus clientes. Com isso, os bancos ficam com menos dinheiro para emprestar e fazer outras operações. Nas últimas semanas, o governo alterou vários pontos dessa regra para liberar mais dinheiros às instituições financeiras.
“Os bancos têm responsabilidade concreta [pela falta de liquidez] porque não há nenhuma razão para que parem nenhuma política de financiamento. Da parte do governo, nós estamos liberando compulsório para fazerem os empréstimos e financiamentos”, disse Lula. No início do mês, o presidente já havia dito que caso o dinheiro não voltasse a circular, seria tomado de volta pelo governo.
“Acho que as empresas do comércio varejista têm de continuar vendendo, porque aprendi, mais uma vez, e falando em futebol, que a melhor defesa é o ataque. Neste momento o Brasil tem que ir para o ataque”, afirmou Lula.
Em entrevista a jornalista, o presidente disse ainda que orientou o ministro Guido Mantega (Fazenda) e o presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, a conversar com os bancos para que liberem o crédito ao consumidor.
A falta de dinheiro em circulação e a retração do crédito é o principal reflexo da crise financeira internacional no Brasil. Com bancos internacionais com problemas, cai a confiança para realização de empréstimos entre bancos e países, e quando eles ocorrem, ficam mais caros e com prazos mais apertados.
